Paraquedistas solidários caíram em Matosinhos para assinalar recolha de alimentos
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- Categoria: Sociedade
- Publicado em quinta, 03 janeiro 2013 08:59
- Escrito por Verónica Pereira
Não “aterraram” no local previsto – na praia de Matosinhos – porque o vento os traiu. Os quatro paraquedistas solidários que transportavam alimentos para assinalar, simbolicamente, a campanha levada a cabo pela Junta de Freguesia de Matosinhos, caíram, sim, em quatro pontos diferentes da cidade, longe da vista dos curiosos. “Se calhar teve mais piada assim”, sublinhou António Parada, presidente da Junta da Freguesia. Os bens foram entregues à Cruz Vermelha que, por sua vez, distribuiu cabazes por famílias carenciadas da freguesia.
A iniciativa “Natal Solidário”, organizada pela Junta de Freguesia de Matosinhos no passado dia 23, começou com um desfile até à marginal, que contou com a participação de clubes de carros antigos, motos e centros hípicos, e com Rosa Mota e o piloto Armindo Araújo como padrinhos.
Chegados à praia, os participantes esperaram pelos paraquedistas que cairiam do céu com alimentos para assinalar a recolha a favor da Cruz Vermelha. Mas os quatro aventureiros não chegaram a “aterrar” na praia de Matosinhos, como estava previsto, pois o vento desviou-lhes a rota. “O vento traiu-nos. Parou de repente, os paraquedistas já estavam no ar e ficaram estáticos. Mas foram distribuídos pela cidade, eram quatro paraquedistas e caíram em pontos diferentes da cidade. Se calhar teve mais piada assim”, explicou António Parada, presidente da Junta de Freguesia de Matosinhos.
A campanha continuou durante toda a manhã na marginal, ajudada pelo bom tempo que levou muitos a passarem pelo local, para agrado dos voluntários da Cruz Vermelha Portuguesa. “Todos os dias há sempre alguém a pedir auxílio. E com esta campanha vamos poder ajudar pessoas que estão em lista de espera”, esclareceu Eunice Silva, coordenadora da delegação de Matosinhos.
“Todos os anos fazemos recolha, visando sobretudo dar resposta àquilo que são as primeiras necessidades, que são claramente mais sentidas nesta época natalícia. E a Cruz Vermelha tem um papel importante junto da nossa comunidade, têm famílias já sinalizadas e penso que são o meio indicado para fazer uma distribuição justa”, sublinhou António Parada.
Com os alimentos angariados, a instituição distribuiu, no dia seguinte, véspera de Natal, cabazes pelas famílias carenciadas.




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