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Craques do desporto abrilhantaram aniversário da Confraria da Pedra

Ricardo Costa, Nuno Marçal, David Gomes, Ricardo Moreira, Reinaldo Ventura, José Magalhães, João Brenha e Miguel Maia estiveram presentes na sessão solene comemorativa do 11º aniversário da Confraria da Pedra. Os ‘monstros’ do desporto são amigos do fundador da confraria, José Carlos Leitão, que faz um “balanço muito positivo” destes 11 anos e não esconde o desejo de ver erguido o monumento ao pedreiro já em Outubro, por altura do 4º Capítulo da Confraria da Pedra.

 

 

“Estávamos em Valadares a jantar no Cantinho do Amigo, do nosso amigo Alexandre, quando tudo começou. Convidei as pessoas já com o intuito de fazer uma confraria e disse-lhes que a Madalena tem 6 quilómetros quadrados de pedra e 16 buracos de extração que já estão fechados. Por isso, temos de dignificar quem trabalhou nisto com muita dureza e muita nobreza”.

As palavras são de José Carlos Leitão e relatam o cenário que se vivia em 2001 quando este teve a ideia de criar a Confraria da Pedra. Foram proferidas na cerimónia de comemoração do seu 11º aniversário, no Orfeão da Madalena, uma data especial que contou a casa cheia de confrades e amigos daquela que foi formada com o intuído de “homenagear os homens e mulheres que trabalharam a pedra”.

Na sessão solene presidida pelo presidente da Assembleia Geral, Manuel Filipe de Castro, o fundador da Confraria da Pedra fez um “ balanço muito positivo” e falou do sonho de erguer um monumento de homenagem ao pedreiro. “Já foi apresentado o projeto, da autoria de um jovem artista da Madalena, Pedro Moreira, e se conseguirmos inaugurá-lo no dia 27 de Outubro, no nosso 4º Capítulo, será excelente”.

Mas não foi só de pedra que se falou naquela noite. José Carlos Leitão convidou oito ‘monstros’ do desporto português para falarem do seu percurso desportivo e eles não foram capazes de dizer que não. Assim, sob o pedido de que “falassem um bocadinho de si e contassem uma história engraçada”, Ricardo Costa, Nuno Marçal, David Gomes, Ricardo Moreira, Reinaldo Ventura, José Magalhães, João Brenha e Miguel Maia conversaram com uma plateia de cerca de uma centena de convidados.

Habituados a muito público mas não a falar diretamente para eles, os craques, na sua maioria, mostraram-se intimidados com a proximidade e houve até quem ‘bloqueasse’.  Foi o caso de Ricardo Costa (treinador adjunto do FC Porto) que depois de contar que começou a sua carreira no andebol “pelo olho de lince do Professor Magalhães”, ficou muito nervoso e teve que se sentar. Depois de recuperar justificou o ‘trauma’ com o nervosismo que viveu pela última vez que falou em público, aquando da “apresentação de uma parte do trabalho de Doutoramento”. Tomou então a palavra David Gomes, basquetebolista do FC Porto e, um a um, falaram das suas experiências e dos motivos de que mais os orgulham na vida desportiva, tendo em comum os títulos e as representações de Portugal na seleção.

Chegada a vez do Professor José Magalhães, responsável pelo andebol do FC Porto, teve lugar o destaque de uma vida dedicada àquela modalidade, há 34 anos no Colégio dos Carvalhos e há 25 no Futebol Clube do Porto. “Acabei com uma seca de 31 anos sem o FC porto ser campeão”, destacou o “homem do desporto” que encaixa perfeitamente na “cultura do êxito”. “Quando fui campeão, 50 por cento da equipa era composta por alunos do Colégio dos Carvalhos”, vangloriou-se o também docente, caracterizado por não ter papas na língua. “Temos metas claras e não queremos atletas sem paixão e sem compromisso. Queremos atletas profissionais na totalidade”.

Ainda antes de se cantar “Os Parabéns” houve espaço para que o público colocasse questões aos ‘mostros do desporto’. Uma delas foi colocada pelo presidente da Assembleia Municipal de Vila Nova de Gaia, César Oliveira, à dupla que representou Portugal em nos Jogos Olímpicos de Sidney, em 1994, Miguel Maia e João Brenha. César Oliveira mostrou um enorme “regozijo” por estar presente no aniversário “daquela que é se calhar a confraria de Vila Nova de Gaia que mais empatias cria por esse país fora” e antes de oferecer o Coração do Município, ainda teve oportunidade de classificar os confrades da pedra como “pessoas simples mas de grande sentimento de proximidade”.

Entre muitos outros convidados, o evento contou ainda com a presença de representantes da Confraria do Algarve, da Confraria dos Velhotes, de Valadares, da Confraria do Granito, de Alpendorada, da Confraria da Broa, de Avintes, e da Confraria das Tripas.

 

Destaques:

“O monumento vai ser uma obra marcante da freguesia, uma forma de homenagear quem trabalhou aqui, de sol a sol e durante muitos anos” (Francisco Leite, presidente da Junta de Freguesia da Madalena)

“Recordo-me que toda a linha do Norte, do Porto a Lisboa, foi feita com pedra da Madalena. É importante preservar esta história e a Confraria merece os meus parabéns. Que continue a levar bem longe a história da pedra e principalmente dos pedreiros da Madalena (Rui Cardoso, vereador da CM Gaia)

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