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Síndrome de Down – Saiba como o Terapeuta da Fala pode ajudar

A Síndrome de Down ou Trissomia 21 corresponde a um distúrbio genético causado pela presença de um cromossoma extra no par 21 do genoma humano. Estima-se que uma em cada mil crianças nasce com este distúrbio, que é, geralmente, detetado de imediato.

 

A face do portador de Síndrome de Down é facilmente reconhecida, uma vez que esta é uma enfermidade que se manifesta fisicamente através de características típicas, de entre as quais a face curta com contorno achatado devido aos ossos faciais pouco desenvolvidos, as pálpebras estreitas e levemente oblíquas, as orelhas pequenas, o pescoço de aparência larga e grossa e a cavidade oral de tamanho reduzido. Para além das alterações evidenciadas ao nível do desenvolvimento físico, este síndrome está também associado a algumas dificuldades em termos de habilidade cognitiva.

Estes pacientes, habitualmente, apresentam hipotonia muscular (músculos com pouca força e tonicidade), responsável por um desequilíbrio de forças entre os músculos orais e faciais, o que altera a arcada dentária, dando um aspeto de projeção mandibular e contribuindo para que a língua assuma uma posição inadequada. São, regra geral, respiradores orais, o que para além de os deixar com mais suscetibilidade a infeções respiratórias, altera a configuração do seu palato (céu da boca) e dificulta a articulação dos sons, sendo a fala uma das maiores dificuldades evidenciadas pelos mesmos.

O choro do bebé com Síndrome de Down é monótono, grave e áspero e a voz de uma criança maior pode ser tensa, rouca e/ou gutural. Para além da rouquidão, estes utentes apresentam uma forte prevalência de soprosidade vocal e hipernasalidade, o que mais tarde também deverá constituir objetivo terapêutico.

Desde o nascimento, a criança portadora deste síndrome manifesta dificuldades ao sugar, mastigar, deglutir (engolir) e controlar os movimentos dos lábios e da língua, o que, mais tarde, irá influenciar no ato motor da fala, caso não tenha sido trabalhado na terapia previamente. Assim, nos primeiros anos de vida, o trabalho do terapeuta da fala visa melhorar todas essas funções, que também atuam como pré-requisito para a aquisição da fala.

Posto isto, salienta-se que a estimulação terapêutica engloba uma série de práticas específicas utilizadas para desenvolver as capacidades da criança de acordo com o seu grau de comprometimento e fase de desenvolvimento em que se encontra.

É, portanto, de extrema importância um acompanhamento terapêutico continuado, dedicado e precoce ao bebé e à criança com Síndrome de Down, de forma a minimizar as sequelas e as limitações que lhes são diariamente impostas e para que haja uma melhor integração e aceitação das mesmas na sociedade. Sublinha-se igualmente a relevância de uma abordagem multidisciplinar a estes pacientes.

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