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A Doença de Parkinson e a Terapia da Fala

A Doença de Parkinson corresponde a uma condição degenerativa que decorre de uma disfunção neurológica. Esta é uma doença crónica e progressiva, que vulgarmente aparece depois dos 50 anos e que origina alterações no desempenho muscular, como lentidão, rigidez muscular, tremor e desequilíbrio.

 

Nesta enfermidade, o terapeuta da fala intervém sobretudo ao nível da fala (articulação verbal), da emissão vocal (voz), da motricidade orofacial (movimentos orais e faciais) e da deglutição (ato de engolir), uma vez que são funções que, por dependerem da ação conjunta de vários músculos, se encontram alteradas.

Devido à rigidez muscular, as pregas vocais não vibram uniformemente nem existe um correto controlo dos músculos envolvidos na produção vocal, o que, habitualmente, resulta numa voz rouca, monocórdica, soprada, grave e de baixa intensidade. Relativamente à articulação verbal, nota-se imprecisão articulatória também devido à dificuldade de coordenação dos movimentos dos articuladores (língua, lábios, etc.). Por vezes, estas pessoas apresentam também um suporte respiratório inadequado, o que constituirá igualmente objetivo terapêutico. Em relação à deglutição, como existe uma dificuldade acrescida para a mastigação, para o controlo da saliva e dos restantes músculos envolvidos, é de extrema importância a intervenção de um terapeuta, uma vez que as complicações nesta área podem trazer repercussões mais graves, devido à possibilidade de ‘desvio’ do bolo alimentar para as vias respiratórias, o que pode provocar engasgos e pneumonia por aspiração.

No que concerne à motricidade orofacial, e resumindo o que foi descrito anteriormente, as dificuldades de coordenação muscular a nível oral e facial têm repercussões gerais ao nível de todas as funções estomatognáticas (fala, mastigação, sucção, respiração e deglutição).
O conjunto de todos estes fatores contribui para uma diminuição drástica da qualidade de vida do paciente, conduzindo a uma tendência para a diminuição da interação social, para o isolamento e para a depressão.

Importa salientar que os sintomas da Doença de Parkinson variam ao longo do tempo e que um acompanhamento atempado, especializado e orientado ao paciente, cuidadores e familiares constitui a melhor forma de controlar a doença.

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