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A doença de Alzheimer e a Terapia da Fala

A doença de Alzheimer corresponde a uma condição neurodegenerativa, o que significa que existe uma perda progressiva e irreversível de neurónios. Esta é responsável por alterações neuropsicológicas que se manifestam através de perturbações da linguagem, da memória, da sensibilidade, da deglutição, do comportamento, do reconhecimento e da escrita, podendo causar também depressão, ansiedade, agressividade e até mesmo alucinações.

 

A Alzheimer corresponde à forma mais comum de demência e possui como etiologia uma multiplicidade de fatores, desde genéticos a ambientais. Alterações do metabolismo cerebral, a idade, traumatismos cranianos, a presença de historial da mesma doença na família, hipertensão arterial sistólica, Síndrome de Down e um nível educacional baixo constituem fatores de risco para o desenvolvimento desta enfermidade.

Esta patologia traz imensas limitações ao paciente, uma vez que afeta a sua vida laboral, o controlo de situações que envolvam maior responsabilidade (p.e.: controlo monetário), a componente social e quase todas as atividades de lazer, verificando-se assim uma redução do seu desempenho nas atividades de vida diária. Habitualmente, numa fase inicial, estas pessoas esquecem-se com frequência de nomes de familiares e amigos, de recados e de compromissos; vão perdendo a fluência do discurso, onde começam a predominar as parafrasias (troca de palavras) e as anomias (dificuldades de evocação do nome pretendido); manifestam dificuldades na compreensão do que lhes é dito e demonstram desorientação espácio-temporal. Comummente, evidenciam também dificuldades na deglutição (disfagia), rigidez muscular, alterações sensoriais, na saúde oral e gastrointestinal.

Nestes casos, o Terapeuta da Fala intervém nas áreas afetadas que são da sua competência, nomeadamente ao nível da linguagem expressiva e compreensiva, das alterações da fala, da alimentação (alterações sensoriais, mastigação e/ou deglutição), da motricidade orofacial e ao nível da comunicação como um todo.  

Apesar de não haver cura para a doença de Alzheimer, o Terapeuta da Fala e a restante equipa de profissionais envolvida no apoio a estas pessoas têm a função de retardar o declínio das suas capacidades, potenciando-lhes uma melhor qualidade de vida.

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