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Pedro da Vinha Costa sobe a parada para tentar conquistar bastião socialista

Uma candidatura “para receber de braços abertos todos aqueles que não se resignam” com a governação atual, quer sejam simpatizantes do PSD ou aqueles que não tenham, sequer, partido. Foi desta forma que Pedro da Vinha Costa, candidato social-democrata à Câmara Municipal de Matosinhos, pediu o apoio da população para ganhar, nas próximas autárquicas, naquele bastião socialista. Apostar no emprego, nos setores tradicionais, no ambiente e na restauração são algumas das propostas do candidato, que pretende ainda que Matosinhos volte a afirmar-se na Junta Metropolitana do Porto.

Foi num Cine-Teatro Constantino Nery pequeno para acolher as centenas de pessoas que quiseram demonstrar o seu apoio, que Pedro da Vinha Costa apresentou a candidatura “Para Matosinhos Vencer”, no passado sábado.

Entre os presentes encontravam-se várias figuras do partido, entre eles o Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, o eurodeputado Paulo Rangel, o deputado na Assembleia da República, Luís Montenegro, o secretário de Estado do Ensino Básico, João Grancho, e ex-líder do PSD, Luís Marques Mendes, o conselheiro de Estado e presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, e vários presidentes de municípios.

Consciente do combate político “difícil” que se avizinha, o candidato social-democrata fez saber que está preparado para mudar a imagem de um concelho que tem sido “falado por causa das trocas e baldrocas de quem, por governar há 37 anos, olha para o concelho como se fosse o seu quintal”.

Pedro da Vinha Costa apresentou as principais linhas mestras que orientarão o seu programa de candidatura, que passam por criar mais emprego, através da atração de investimento, construção de um parque industrial estruturado e promoção de políticas fiscais competitivas; apostar na restauração – “um cartão-de-visita que começa a ficar gasto” - através da qualificação profissional e da divulgação do setor; e apostar no turismo, tirando proveito da ligação ao mar. O candidato quer ainda vencer no ambiente – lembrou a “estilha a céu aberto”, a “inexistência de uma ETAR de última geração” e a “falta de espaços verdes” - nos setores tradicionais da terra, na segurança – esquecendo as “guerras com os bombeiros” –, na cultura e no desporto, criticando o apoio “por baixo da mesa” a alguns clubes e defendendo que a Câmara deve apoiar “toda a prática desportiva”. As políticas sociais não foram esquecidas pelo candidato do PSD, que defendeu que a autarquia “não pode nem deve andar a criar instituições particulares de solidariedade social ou associações que absorvem os escassos recursos e servem como agências de emprego para os amigos e camaradas”. O social-democrata pretende ainda que Matosinhos “volte a afirmar-se e seja respeitado na Junta Metropolitana do Porto”.

Luís Marques Mendes sublinhou que “o país precisa de políticos corajosos” e que “tenham prazer naquilo que façam” e defendeu que Pedro da Vinha Costa “não é apenas um bom candidato, é uma pessoa talhada para este tipo de combates”. O ex-líder do PSD deixou alguns desafios ao candidato, como o da “alternância partidária” e o do desenvolvimento económico-social, criticando a atuação do PS no concelho. “Nos últimos anos, tem-se vivido em Matosinhos uma espécie de grau zero da vida política. O PS usa e deita fora: usa a Câmara, usa as pessoas dos candidatos e usa e abusa dos votos dos matosinhenses”, disse.

Já Virgílio Macedo, líder da Comissão Política Distrital do PSD, sublinhou que “Matosinhos é um gigante adormecido que precisa de ser acordado. Não pode continuar parado no tempo”, elogiando a “enorme paixão de entrega à causa pública” de Pedro da Vinha. Também o Secretário-geral do PSD, José Matos Rosa, acredita que “é hora de virar a página” e mudar a face do concelho. “Pedro da Vinha Costa é o único candidato capaz de desenhar um projeto para o futuro e para as próximas gerações”, apontou.

No final, e sem esquecer o clima de guerrilha vivido no PS, Pedro da Vinha Costa disse estar “muito otimista”, pois esta é uma “candidatura para receber de braços abertos todos aqueles que não se resignam” com a governação atual.

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