António José Seguro: “Portugal precisa de um primeiro-ministro que não se cale na Europa”
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- Categoria: Política
- Publicado em quinta, 15 novembro 2012 23:43
- Escrito por Tânia Pinheiro Lino
À margem de um plenário com militantes socialistas, António José Seguro disse na passada sexta-feira, em Oliveira do Douro, que “o PS não será muleta do Governo” de Pedro Passos Coelho. O líder do maior partido da oposição defendeu que “o primeiro-ministro não quer reconhecer publicamente o seu estrondoso falhanço” e avisou que o seu partido não será “cúmplice da sua politica de empobrecimento, que está a levar o nosso país a uma situação de pré rutura social”.
António José Seguro veio a Vila Nova de Gaia para um plenário com militantes em que foi abordado o Orçamento de Estado para 2013. Sem papas na língua, o líder do Partido Socialista (PS) entende que “faltam ideias concretas em Portugal” que “precisa de um primeiro-ministro que não se cale na Europa e que defenda na Europa os interesses do seu país”. “Não precisamos de um primeiro-ministro resignado, não precisamos de um governo incompetente”, continuou Seguro pelo caminho da crítica.
Na semana em que Pedro Passos Coelho falou em refundação do Governo o líder do maior partido da oposição diz que este “não quer reconhecer publicamente o seu estrondoso falhanço e o da sua política”. E continua: “Diz que temos que fazer um corte de 4 mil milhões de euros na despesa. Porquê? Porque o primeiro-ministro, na quinta avaliação do memorando, por sua exclusiva responsabilidade, comprometeu o Estado a fazer esse corte de 4 mil milhões. E eu pergunto: falou com quem? Esta explicação ainda não foi dada, mas vem agora dizer aos portugueses que temos que fazer um debate amplo para ver em que é que se corta. Primeiro, decidiu que se ia cortar, não ouviu ninguém, não falou com ninguém, colocou na atualização do Memorando que só a ele o responsabiliza e agora vem dizer aos portugueses que aquela verba tem que ser cortada da despesa do Estado”. Perante esta posição, António José Seguro quis ser “muito claro” e adiantou: “Desengane-se o primeiro-ministro se está à espera que o PS seja cúmplice de qualquer ataque ao Estado social”.
“Que país é este?”
“O Serviço Nacional de Saúde custou muito e não é por um exercício de contabilidade que ele ira abaixo. Quando o primeiro-ministro, e alguma direita, vêm falar na necessidade de cortar na despesa é bom que se lhe pergunte: Em que despesa? No acesso aos hospitais, nos medicamentos, à escola pública, na reforma, nas pensões, no subsídio de desemprego? Que país é este?”, questionou António José Seguro, dizendo que o seu partido quer “um país que tenha um estado eficaz, eficiente, que funcione como promotor dessa coesão social e que não deixe nenhum português para trás”.
Perante este cenário, Seguro assegurou que o seu partido estará “na linha da frente para evitar as desigualdades sociais”. “Em nenhuma circunstância o PS será muleta deste Governo, e não seremos cúmplices da sua política de empobrecimento que está a levar o nosso país a uma situação de pré rutura social”.
