1. Skip to Menu
  2. Skip to Content
  3. Skip to Footer

José Tunes: “Custóias foi a segunda freguesia que mais cresceu nestes últimos dez anos no concelho de Matosinhos”

Com a “Feira dos Moços” como um cartão de visita cada vez mais apetecível, a vila de Custóias, em Matosinhos, deu um “salto muito grande” comparativamente com uma década atrás, quando José Tunes assumiu o cargo de presidente da Junta de Freguesia. A aproximar-se do final do seu último mandato, o autarca mantem viva a chama que o levou a trazer o progresso para freguesia e gostaria de que Custóias tivesse as infra-estruturas que tanto merece: o Centro de Saúde e o Posto de Correios.

 

 

Há quanto tempo é que está à frente da Junta de Freguesia de Custóias?

Como presidente faz em outubro dez anos, pelo que este é o meu último mandato perante a lei e perante a minha vontade também.

Porque é que diz isso?

Porque sou a favor da limitação de mandatos. Acho que doze anos são suficientes para darmos o nosso melhor à freguesia ou ao concelho, a partir daí, as ideias começam a ser muito repetidas e é sempre bom renovar.

Mas depois de tantos anos enquanto presidente da Junta, não teme que fique um vazio quando abandonar o cargo?

Antes de mais, tenho a sensação de dever cumprido, mas como toda a gente, tenho receio do vazio que possa sentir quando sair daqui. Porém, tenho outras ideias e penso compensar o tempo que agora dedico à Junta com outras atividades, nomeadamente com a minha família.

Eu também não sou de Custóias, sou de uma aldeia de Vila Real, Sabrosa, onde tenho casa e gostava de me dedicar um pouco à minha terra, voltar às origens.

Mas sendo oriundo de Paços (Sabrosa), em Vila Real, como é que se tornou presidente da Junta de Custóias?

Tenho mais anos de Custóias do que onde nasci. Vim para Custóias com 27 anos e antes de ser presidente da Junta, já tinha sido secretário, tesoureiro e presidente da Assembleia. Subi todos os escalões da freguesia até que chegou a altura em que o Partido Socialista apostou em mim para presidente.

O que é que lhe pareceu essa aposta? Quando veio para Custóias já almejava tornar-se presidente da Junta?

Não, quando vim para Custóias, não pensava sequer em ser o que quer que fosse na política. Deu-se o 25 de Abril e a partir daí envolvi-me totalmente na política e como era militante da secção de Custóias do Partido Socialista, naturalmente fui subindo de escalão até ser presidente da Junta, por vontade própria e por vontade do PS.

 

Custóias precisa de Centro de Saúde e Posto de Correios

De que forma descreveria estes dez anos de mandatos?

Olhando para trás, vejo que Custóias deu um salto muito grande, assim como outras freguesias e concelhos que assistiram a um grande progresso e evolução. Tivemos a felicidade de apanhar um período de grande desenvolvimento de Portugal e Custóias reviu-se nisso, desenvolvendo-se muito no aspeto urbanístico, educativo e ambiental. Foi a segunda freguesia que mais cresceu nestes últimos dez anos no concelho de Matosinhos, mantendo, ao mesmo tempo, o seu aspeto rural e os seus espaços verdes. Assistiu-se à construção de uma piscina e de um Pavilhão Gimnodesportivo, à criação de jardins, à requalificação da rede viária, à requalificação e renovação total de todas as escolas do Ensino Básico e ainda está em curso a construção de uma segunda creche e da escola secundária Padrão da Légua.

Quais são as obras na freguesia de que mais se orgulha de ter estado envolvido?

Eu orgulho-me delas todas. Basta lembrar do que era Custóias há dez anos que tinha o Largo do Souto e pouco mais. Hoje em quase todos os recantos da freguesia há lugares que as pessoas podem frequentar e passar um pouco do seu tempo de lazer, as escolas custoienses são cinco estrelas, a rede viária ainda tem aspectos a melhorar, mas é muito boa, pois antes havia sítios onde era terra batida e hoje está tudo alcatroado.

Mas até à conclusão do mandato, o que é ainda há por realizar?

No que me diz respeito e à Câmara Municipal de Matosinhos ainda há duas ou três coisas por fazer e que não envolvem muitos milhões: alguma requalificação da rede viária, por exemplo na rua Cândido dos Reis e o Largo do Souto. Mas há duas obras que eu sei que vou sair sem que elas fiquem feitas, mas não dependem nem de mim nem da Câmara Municipal que são o Centro de Saúde- Custóias com 20 mil habitantes merecia ter- e o Posto dos Correios que existe, mas é no edifício da Junta e é suportado igualmente pelo orçamento da Junta para que população não tenha de se deslocar à Senhora da Hora ou outra localidade qualquer. São obras que dependem do Governo e por aquilo que a gente vai vendo, é para perder a ideia de nos próximos anos conseguir realizá-las.

Findo o seu mandato, o que aspirará para o futuro de Custóias?

Que não pare, que continue a crescer e quem venha para o meu lugar, tenha ambição de fazer mais e melhor, que não pare de reivindicar para as necessidades de Custóias.

 

“Feira dos Moços é maior evento que se faz na freguesia”

O que é que a iniciativa da Feira dos Moços representa para a Junta de Freguesia?

Para nós é o maior evento que se faz na freguesia de Custóias, suportado financeiramente e logisticamente pela Junta. Partiu de uma ideia que nasceu há oito anos quando Custóias foi elevado à categoria de vila, achei por bem em vez de fazer sessões solenes que só serviam para os políticos e meia dúzia de pessoas, transferir a celebração para o povo. Em Custóias, existia há quase cem anos uma feira que eu não gostaria de ver repetida, mas que faz parte das origens da terra. Era a chamada Feira dos Moços, realizada duas vezes por ano, em que os lavradores iam contratar moços e moças para a lavoura, em abril para as sementeiras e em novembro para as colheitas. Embora não fosse uma feira que dignificasse as pessoas, existiu em Custóias e foi uma forma de comemorar a elevação a vila, transformar uma coisa má numa coisa boa, reviver a história de uma maneira diferente.

Sente que, todos os anos, a Junta de Freguesia tem melhorado esta iniciativa?

A Feira tem crescido muito com muitas pessoas a virem, não só da freguesia, mas de Gondomar, de Gaia e de todo o concelho de Matosinhos. São quatro dias de festa que começa às duas horas da tarde e acaba à uma da manhã, com animação de rua, de palco, com interacção entre os artistas e a população, para além das tasquinhas com comes e bebes e as barraquinhas de artesanato.

Há um grande envolvimento das coletividades de Custóias?

É muito pouco. As coletividades têm as suas barraquinhas para venderem os seus artigos e poderem arranjar alguma receita para o resto do ano, mas é tudo feito com o trabalho dos funcionários da Junta.

 

“Guilherme Pinto é o presidente da Câmara que Matosinhos precisa”

Relativamente à Reforma Administrativa Local, qual é a sua posição?

Acho que esta reforma está feita com os pés. Sou a favor da Reforma Administrativa Local, mas não desta. Acho que houve concelhos que foram criados já depois do 25 de abril e não deveriam ter sido, há concelhos que têm tão poucos habitantes que deveriam agregar-se a outros, assim como as freguesias. Mas a olho dizer que têm de ficar quatro freguesias no concelho de Matosinhos não é uma reforma. Reforma é pensar como é que nós podemos agregar freguesias. Tem de ser uma reforma pensada, estudada, discutida com as populações e com os autarcas para o bem de todos.

Para as eleições de 2013, qual é o candidato que considera ser mais adequado para assumir a Câmara Municipal de Matosinhos? 

Eu acho que o presidente que lá está é o presidente da Câmara que Matosinhos precisa. Eu estive aqui com ele durante seis anos e vejo que se há alguém que tem dado um empurrão a Matosinhos, qualificando o concelho a todos os níveis, esse alguém é Guilherme Pinto. Não vejo razão para que o Partido Socialista altere o seu candidato. Se ele quiser continuar, Guilherme Pinto é o melhor candidato para a Câmara Municipal de Matosinhos.

Também no Facebook

Últimas