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A actualidade do socialismo

Com o derrube do Muro de Berlim e o fim da URSS vieram a confirmar-se as teses marxistas-leninistas que nos alertaram sobre a impossibilidade da existência do capitalismo de características humanistas, pois os avanços sociais e civilizacionais conquistados pelos povos foram somente obtidos à custa de duras lutas e sacrifícios, conforme ficou bem expresso na Revolução Socialista de Outubro.

 

O decorrer do tempo mostrou e mostra claramente que não é com a social-democracia, a sua ideologia preconceituosa, o seu discurso calunioso e a incapacidade de solucionar os problemas dos povos, que a humanidade conseguirá atingir os merecidos patamares de justiça social e desenvolvimento económico, dadas as constantes cedências e compromissos com a exploração, a corrupção, o militarismo e o imperialismo, de que são exemplo os países saídos do socialismo, hoje entregues ao neoliberalismo, protagonizando as maiores desigualdades e regressão civilizacional.

Nesses países o neoliberalismo apoderou-se das instituições culturais e artísticas, escolas e universidades, submetendo-as à mercantilização e até ao domínio de ideologias de extrema-direita ou mesmo de cariz neonazi, com o apoio e a complacência da União Europeia e dos Estados Unidos.

Todos nos lembramos do derrube do Muro de Berlim e da atitude traiçoeira de Gorbatchov, ao citar Lenine para melhor destruir o seu partido, assumindo-se depois como social-democrata e confessando serem aquelas citações uma estratégia. Inesquecível o seu discurso no 70º aniversário da Revolução de Outubro, onde caracterizou a industrialização socialista, a colectivização da agricultura e a revolução cultural como acontecimentos de dimensão histórica para o reforço da potência soviética, para mais tarde renegar o que dizia defender, tornando-se hoje uma figura não grada no seu próprio País e utilizando guarida no terreno do anterior adversário.

O resultado está à vista, vivemos hoje as consequências desses acontecimentos, a social-democracia rendida ao neoliberalismo fascizante e ao imperialismo, o planeta a enfrentar guerras de agressão, crises económicas, tragédias sociais e humanitárias e o perigo de uma confrontação global.

Erich Honnecker, antigo dirigente da Alemanha Oriental, afirmou nas suas memórias que «A queda da RDA atingiu-me duramente, mas, tal como muitos outros companheiros de luta, não perdi a convicção de que o socialismo é a única alternativa para uma sociedade mais humana e mais justa. Desde a existência do capitalismo que os comunistas pertencem aos perseguidos neste mundo, mas não pertencem aos sem futuro. Hoje é considerado moderno etiquetar comunistas íntegros de estalinistas».

Na RDA havia 9,5 milhões de postos de trabalho, mas a desindustrialização destruiu metade, sendo os trabalhadores sacrificados ao lucro que encheu abundantemente os bolsos do grande capital e muita gente viu-se na pobreza e em situação de necessidade em consequência desta barbaridade.

Com a destruição do socialismo na Europa, o mundo tornou-se completamente caótico e desorientado e o imperialismo, autoproclamando-se de polícia do mundo e paradigma da democracia, actua na conquista de novas posições geoestratégicas, tentando impor uma nova ordem mundial, invadindo, matando e destruindo a golpes de bombas e mísseis.
A humanidade ou pode ser empurrada para o fim pelo capitalismo ou pode vencê-lo, mas o mais provável é vencê-lo, porque os povos querem viver, usufruir de felicidade e bem-estar e, apesar de todas os escolhos que possam surgir, a sociedade futura será formada com o socialismo.

Em 2017, ano em que passam cem anos sobre a Revolução de Outubro, histórico acontecimento que abalou o mundo assente na exploração, mais uma vez tomamos para nós essa responsabilidade de conceber um amplo e diversificado programa comemorativo a iniciar logo em Janeiro e que terá a 7 de Novembro um dos seus momentos altos com a realização do Comício do Centenário, afirmou Jerónimo de Sousa.

«É possível um projecto de desenvolvimento ao serviço do País e do povo».