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O futebol, a FIFA e o orgulho nacional

Nesses dias de jogos da Copa do Mundo de futebol, que se realiza no Brasil, algo tem me causado profunda revolta. Além das inúmeras críticas feitas por meus compatriotas às atitudes nada gentis ou educadas por parte da FIFA, e que já foram inclusive objeto de gigantescas manifestações populares pelas ruas de todo o país, percebi, indignado, que a execução dos hinos nacionais dos países que participam dessa competição está sendo feita de forma incompleta.



Não assisti a todos os jogos, mas orgulhei-me de ver que brasileiros e chilenos, mesmo com a interrupção abrupta da execução de seus hinos nacionais pelos alto-falantes dos estádios, continuaram a cantá-lo "a capella", jogadores e torcida, até o final.

Isso é um abuso e um desrespeito inominável da FIFA com relação aos países participantes! Bandeiras e hinos são símbolos nacionais e, como tal, não podem ser mutilados sob nenhum pretexto. Cortar pelas metades a execução de um hino nacional equivale a hastear uma bandeira rasgada ao meio. É exatamente a mesma coisa!

Causa-me espanto constatar que nossos governantes parecem não ter mais sensibilidade para esses aspectos que impactam diretamente sobre o civismo. Parece que o amor à pátria tornou-se coisa fora de moda... Que futuro, então, podemos esperar, se o sentimento de nação não for preservado e resguardado de atitudes assim?

Ao que parece, é mesmo o sentido econômico das coisas que prevalece no mundo de hoje. "Time is money"...  e tempo de televisão, numa transmissão em direto para o mundo inteiro, deve mesmo valer muito dinheiro para que a FIFA se esqueça de coisa tão importante. E, pior, com o silêncio e a acovardada anuência de nossas autoridades. Delas não se ouviu nenhum protesto até agora.