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Estreia de “A Noite”, de José Saramago, com lotação esgotada

Encerrou, com “chave de ouro”, o 32º Encontro de Teatro Amador organizado pelos Plebeus Avintenses. O grupo anfitrião estreou a peça “A Noite”, de José Saramago, encenada por Eduardo Freitas, e mereceu uma lotação esgotada. “Esta casa há de continuar a fazer teatro”, prometeu o presidente da coletividade, Leopoldino Marques.

 

 

Acabou como começou aquele que foi o 32º Encontro de Teatro Amador, em Avintes: com uma estreia do grupo anfitrião e com um auditório repleto de amantes da arte.

Depois de oito companhias, de todo o país, terem pisado o palco dos Plebeus Avintenses, o evento terminou no passado dia 15, com o espetáculo “A Noite”, a primeira obra dramática de José Saramago, encenada por Eduardo Freitas.

 

A peça passa-se na redação de um jornal de Lisboa, na noite de 24 para 25 de abril de 1974, e retrata os conflitos entre administradores e jornalistas e o dilema na edição do diário. A defesa da informação e o sonho do jornalismo livre e isento, por um lado, a pressão e os interesses do poder político, por outro. Embora não sendo uma comédia, as personagens caricatas, como o chefe de redação, Abílio Valadares (interpretado por Manuel Almeida), o diretor (António Soares) ou o jornalista Pinto (Jorge Sousa) provocam algumas situações engraçadas no espetáculo de dois atos, que cativou a plateia do início ao fim.

 

“Digam lá se não vale a pena fazer teatro!”, exclamou, no final, o presidente da direção dos Plebeus Avintenses, Leopoldino Marques, perante uma plateia convencida, que não se cansou de aplaudir. “O nosso grupo faz todo o tipo de teatro, não há partidarismos, há querer, vontade e gosto naquilo que fazemos. É este o lema dos Plebeus”, acrescentou o dirigente.

 

“Hoje aconteceu aqui uma espécie de milagre. O encontro de um texto de um grande autor, com um grande encenador, grandes atores e atrizes e grandes técnicos”, apontou, por sua vez, José Vaz, presidente da Assembleia Geral da coletividade.

 

No encerramento do evento estiveram ainda presentes o representante da Junta de Freguesia de Avintes, Renato Moreira, a presidente da Assembleia de Freguesia, Celeste Filipe, e o vereador da Câmara Municipal de Gaia, Rui Cardoso, que enalteceu o “profissionalismo” do grupo. 

 

“Esta casa tem 94 anos e há de continuar a fazer teatro”, prometeu Leopoldino Marques, antes de entregar um troféu ao encenador e a cada um dos atores que integraram o elenco de “A Noite”. 

 

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